POESIAS E BYTES

POESIAS E BYTES

quarta-feira, 2 de junho de 2010

LADRILHAR E RELENTO, POESIAS INÉDITAS DE MARCELO ROQUE LINDAS DEMAIS...AGASALHADAS EM MEU BLOG, EM NOME DA ROSA...GLÓRIA KREINZ





Ladrilhar

Trago sempre em minhas mãos
um punhado de versos
Que falam de amor
e solidão
Versos que salpico
sobre o chão dos meus dias
Ladrilhando assim,
todos os caminhos por onde passo
Deixando sempre para trás
um indelével rastro de poesia

Marcelo Roque




Relento

Se queres saber onde estou,
não percas o teu tempo procurando-me
onde me encontro
E nem perguntes àqueles que me rodeiam
sobre meu paradeiro, pois,
de fato, não saberão
Se queres realmente saber onde estou,
busque-me bem longe de mim,
e saibas através da boca daqueles que não me conhecem,
qual rumo tomei
Pois, minha morada não é onde vivo,
e nem ao lado de quem me acompanha;
minha casa é o relento,
e a solidão, minha companhia
Moro sob um teto de estrelas,
e sobre um chão de sonhos
E é só o que sei,
e é só o que preciso saber ...

Marcelo Roque

segunda-feira, 24 de maio de 2010

DESABAFO...PARA PAVAN...GLÓRIA KREINZ


LUTANDO PELA ÉTICA SEMPRE...

TENHO ÉTICA,
SOU VAIDOSA
SIM,DAS COISAS
QUE FAÇO,
COM FERVOR...
E ORGULHOSA...
APRENDI COM O
GENETICISTA
CRODOWALDO PAVAN...
12 LIVROS,
MUITO AMOR,
POESIA PURA,
LIBERDADE,
COM LOUVOR...

BEIJOS...

LUTANDO SEMPRE PELO SR., MESTRE QUERIDO...SEMPRE, ATÉ O FIM...

ALICE SOU, LIVRE SEREI...
E ACREDITO NO SER HUMANO...ANNE FRANK

quinta-feira, 13 de maio de 2010

GLÓRIA KREINZ-HOJE SEM POESIA MAS COM BYTES E CIBERS

Um mundo “zerado”...Podemos zerar o universo ciber em que vivemos? Rsrs...Podemos tentar, mas zerar nunca: eis texto de Ciro Marcondes que discute a questão:

“A grande novidade que traz a civilização eletrônica é o fato de fazer tabula rasa de todos os níveis da sociedade organizada. É o que Paul Soriano chama de “mundo zero”, marcado por “zero demora, zero estoque, zero memória, zero cultura, zero identidade, zero instituição, zero política, zero real” [cf. Finkielkraut/Soriano, 2006, p. 52]. A função delete do computador, ao mesmo tempo que apaga palavras, frases, textos ou livros inteiros em menos de um segundo vai corresponder metaforicamente à capacidade do cibermundo de anular todas as construções culturais do social pré-informático disponibilizando, em seu lugar, um social ad hoc.”
Neste primeiro momento se fala de um possível momento zero, mas depois de mostra que a técnica pode ser discutida e deve ser vista como contingente, e nunca como necessária. A memória dos homens nunca será apagada:
“O desafio, assim, não pode ser a negação simples e determinada, como oposição polar, à forma de coerção e sedução da internet. A constelação repressiva apresentada de zerificação, disponibilidade/conexão permanente, liberdade fatal sugere que a estratégia de desafio atue não na confrontação simétrica, mas em outro jogo que inclui uma recusa da razão, uma rejeição da luz e da claridade da cena mediática ou mesmo internética, uma estratégia de “pensar contra si mesmo” (Kamper), que fará aparecer tudo aquilo que foi ignorado, afastado, banido, expulso para o campo das monstruosidades: o chocante, o grito arcaico, aquilo que Heidegger chamava de Unheimlich, a “ferida que supura”, o “terrível que brota no interior do escondido”.
Eis onde Marcondes mostra oposição de Heidegger e Nietszche e opta pelo segundo e o aspecto contingente da técnica. Então quando apagamos textos, até na Wikipedia há uma memória mais forte que sobrevive como contingência e história.
“A ameaça da técnica, enquanto metafísica realizada, enquanto única explicação de mundo disponível, enquanto modo de pensar que expurga todos os demais modos possíveis, teria atingido o homem em seu ser, mas haveria, na própria técnica, uma esperança. Onde brota o espinho brota também a flor. Mas como, se a essência da técnica é essa forma de “dispor” dos homens, de negá-los enquanto direito à desconexão, recusa à sedução? Aceitar que isso pertença à essência da técnica é estar diante de uma decisão radical: a rejeição total das técnicas, projeto impossível, ou a relativização de sua essencialidade, tomando-a como mera contingência. É o que aparentemente separa Nietzsche de Heidegger.”

domingo, 9 de maio de 2010

POEMA PARA MINHA MÃE, DE MARCELO ROQUE,HOMENAGEM ÀS MÃES DESTE BLOG, COM CARINHO; A ROSA...GLÓRIA KREINZ DIVULGA


POEMA PARA A MINHA MÃE
Não há cheiro melhor neste mundo, que o cheiro de minha mãe
Este cheiro de afeto fresco
que se espalha por todos os cômodos,
frestas,
portas e janelas
E demais cantos de minha vida
E não há olhar mais triste
e nem mais feliz, que o olhar de minha mãe
Um olhar,
que ao mesmo tempo que me implora pra ficar,
se encanta,
com o mais ousado dos meus vôos
Quem dera se todos os filhos
aprendessem sobre o amor com suas mães
Assim, como a semente aprende com a terra
sobre os segredos da vida,
ainda que sem saber
Quem dera se todos os filhos
embalassem nos braços suas mães,
e também lhes cantassem para dormir,
soprando aos seus ouvidos
os mais belos sonhos da infância
E quem me dera poder roubar do tempo
sua flor da eternidade
Somente para planta-la em seu jardim, minha mãe ...
Quem me dera,
quem me dera,
quem me dera ...
Marcelo Roque

sábado, 6 de março de 2010

POESIA DE MARCELO ROQUE EM VÍDEO POEMA MEU, LEMBRANDO QUE O OSCAR É AMANHÃ E AVATARES E PEIXES-ROBÔS SÃO PARTES DE NOSSO COTIDIANO; GLÓRIA KREINZ

Comemorando com vc ... rsrs ... vídeo ficou demais ... merecemos não apenas o Oscar, como tb,
o Leão de Ouro e Palma de Ouro ... rsrs ... e parceria forte na Wikipédia ... rsrs ... TIM TIM
E revolução se faz necessária ... sempre ... rsrs

Beijos e beijos .Marcelo Roque


Piracema, poesia de Marcelo Roque, é um dos poemas importantes do século 21, que mostra características e diferencia a obra do poeta como típica do ciberespace e da era pós tudo. Mas a magia e o sonho permanecem neste poema...